segunda-feira, 21 de maio de 2012

Bola pra frente que o jogo é de campeonato


Eu não tenho saudade de quando era criança ou adolescente. O nome me disso é boas lembranças! Várias pessoas dizem que gostariam de voltar a ser dependentes, de que "eram felizes e não sabiam". E isso é só uma desculpa para as suas frustrações. Será que a vida destas seguiu um rumo tão péssimo que é impossível parar, pensar e buscar outra via? Ou se conformaram com a "minha vida é esta e ponto".

Pra mim, o pessoal está é com preguiça do trabalho que se dá pra mudar a própria vida. De brigar com o "eu" e reconhecer que tomou decisões equivocadas. Passar por cima do orgulho. Ou mesmo desfazer de certas pessoas que você já se acostumou. Nossa! Como essa palavra me incomoda. Acostumar dá um tédio até de escrever. Parece uma praga contagiosa! Quando se acostuma, perde-se o desejo e necessidade de se mudar, fica só no sonho e da boca pra fora. Alguns tentam jogar tudo pro alto e começar de novo, mas na primeira situação desfavorável, volta ao seu estado de comodidade. Afinal, já está se está tão acostumado com o estado de dificuldade, que quando muda, assemelha que o primeiro empecilho é em virtude do problema que ele achara ter deixado pra trás, e assim, volta ao erro, afinal, ele já sabe lhe dar com aquilo.

Certa vez eu pedi demissão do meu trabalho por não concordar com os métodos empregados pelo presidente da empresa, que cá pra nós, não entendia absolutamente nada do que estava fazendo. Poxa, o cara caiu de pára-quedas na gestão por conta da herdeira da empresa, sua mulher. Mas isso é outra história. Voltemos. Então, passado três semanas após me desligar, senti uma baita saudade de realizar aquele trabalho, foi tanta, que pedi ao gestor (não o presidente) para voltar, mas a minha vaga já havia sido ocupada. Fiquei me remoendo. Arrumei outro trabalho. Um serviço péssimo! Onde fui contratado para fazer uma coisa e realizava outra nada a ver com a minha ocupação. Lamentava todos os dias na hora de seguir ao trabalho, mas necessitava do dinheiro. Minha meta era ficar por lá quatro meses e assim aconteceu. Nem apareci na última semana, conforme havia combinado. Me senti aliviado! Mas, o local foi importantíssimo para eu entender que deveria seguir outro caminho, e segui. Às vezes é necessário dar um passo pra trás, pra seguir a vida e colher frutos à frente! Ficar parado que é perigoso!

terça-feira, 15 de maio de 2012

Oito ou oitenta


É amigo. Cheguei à conclusão que a maioria das mulheres de 15 ou 50 anos possuem as mesmas manias. Na verdade, quanto mais velhas ficam, consequentemente vão adquirindo habilidades que lhes proporcionam a disfarçar as chatices adquiridas durante a adolescência. Mas perdê-las, dificilmente. Hoje eu vou descrever uma delas e que irrita demais nós homens. 

Vocês não acham chato esse negócio de ficar criticando homem o tempo todo? Chamando-nos de babacas, galinhas, sem coração, infantis e blá blá blá? Poxa coleguinha, larga de ser chata, cuida melhor dos seus sentimentos e se envolva com quem julgar que vale a pena. Sabe aquele mocinho que por tempo esteve ao seu lado ou simplesmente não quis nada com você, ele pode ser um rapaz bacana, com várias qualidades. Mas, por hora, ele não quis lhe mostrar isso. Já pensou também que ele pode ter outras prioridades? Outras opções? Não fique chateada.

 Fique você sabendo, que o homem que escolhe ser ou estar solteiro, ele tá afim é de zuar. Agora, caso queira entrar na brincadeira, o mesmo não estará nem aí pra ti. Não é possível, que você não é inteligente o bastante pra identificar este estereótipo. Conta-me uma coisa mocinhas, quando você experimenta uma comida e não curte, pra que insistir em comer? É a mesma coisa. Pô, se perceber que não vale à pena ficar ou investir em um camaradinha, deixa o cara e conheça outro. Ficar falando mal do rapazinho é tão feio! Faz isso não, sô! Dar indiretas pros amigos em comuns, postando recadinhos subtendidos no facebook, mensagens de texto. Isso é tão chato! Resolvam os seus problemas e parem de nos perseguir. #esperavaMaisdeVocê

“Na casa, na fazenda ou numa casinha de sapê”


Eu trabalho, tenho ideias, exijo criatividade, traço objetivos, sou dedicado, tenho uma paciência incrível para estudar, tenho pânico à preguiça excessiva, embora admita que o ócio faça bem. E tudo isso com o propósito: vencer na vida! Esse objetivo me condiciona a ser um rapaz de ambição, e a carupuça me serve. Mas, surpreendentemente (pra você) adoro a simplicidade. Incoerente isso, né? Como uma pessoa que almeja cifrões pode ao mesmo tempo se contar com o simples? “Viver bem, estar bem, querer bem, não é nada mal”, já dizia Seu Jorge na sua canção “pessoal particular”. É exatamente assim que eu desejo. 

Um bom papo com sua companheira. Contemplar a natureza. Sentir a brisa do mar no fim de tarde ou no alto de uma montanha. Debater suas ideias em uma roda de amigos. Aprender e errar. Um banho após um dia exaustivo. Um beijo e um abraço demorado. Corrida ou caminhada. Brincar com seu cachorro. Assistir seu filho aprender a andar e vê-lo cair. Encher a cara. Comer bastante. Ouvir música sozinho ou acompanhado. Dançar. Receber uma mensagem de texto de madrugada. Viajar repentinamente. Programar uma viagem. Pedir perdão e ser perdoado. Gritar. Nadar. Ter um sítio e uma casa beira-mar. Um belo carro pra acelerar. Agradecer a Deus. Fazer e receber cafuné. Andar de mãos dadas. 

Sabe o que rola, amiguinho? Acredito que a maioria do que citei acima só se consegue com certo equilíbrio financeiro. Não necessariamente um montante enorme, mas algo que lhe dê conforto e proporcione a realizar suas vontades, principalmente as repentinas. O dinheiro vai lhe ajudar a ter alegrias na vida, mas não vai comprar uma felicidade e te entregar via Sedex. Tem que se fazer por onde. Tem que se fazer em prol do outro, ao próximo. Desconheço alguém que seja feliz sozinho. Não to falando só de relacionamento amoroso. Ora bolas, onde está a sua família, amigos e filhos? Tem que rolar uma dedicação a eles também. Mas no final todo mundo quer um (a) companheiro (a). Dê flores, escreva cartas, envie mensagens de texto, namore, brinque, respeite, faça por onde. Felicidade se procura, não se compra ou acha. Felicidade é a pura simplicidade.

sábado, 12 de maio de 2012

Todo mundo tem um rolo e vc esperando a chuva cair né?

Ficar enrolado é basicamente uma necessidade corporal contemporânea. E a regra básica é que ambos saibam que é um rolo. E aí vai levando. Tem que acontecer carinho, mas que não tenha cobranças. Se na sua falta, o outro julgar interessante ficar com outra (o), não se deve achar ruim. No rolo tem que rolar amizade, afinal, rolo não é "ficante", é rolo, e rolo é algo maior, mas sem exageros. É um amaranhado de sentimentos, desejos e principalmente necessidades! Rolo é o domingo a noite, sem nada pra fazer. É ir ao cinema no sábado a tarde, quando não tiver nenhum churrasco ou festa. Rolo é ser convidado pra ir a um casamento, e contar com o rolo, além de apresentá-la (o)como amiga (o), todos vão entender que é rolo.

Não existe rolo sem afinidade. E não há rolo que aguente descaso. No rolo tem que haver sinceridade, se este não mais te satisfaz, tenha a decência de comunicá-lo e citar seus motivos, o enrolado dispensado vai entender, é só um rolo. O rolo não é a degradação do sentimento humano, ele pode ser usado para conhecer alguém melhor antes de um compromisso mais sério. O rolo pode ser uma comédia romântica, novela mexicana, isso depende do roteiro, mas nunca um filme meloso. Parabéns pra você que tem um rolo!

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Roceiro é bão?

Quer saber a verdade? Eu nunca entendi porque as pessoas chamam as outras de “roceiro” com o intuito de ofendê-las. Eu hein! Então quer dizer que quando alguém não está por dentro de algum assunto, não age de maneira “moderna” ou é intitulado “atrasado”, necessariamente tem que ser roceiro?

Parabéns pra você que mora na cidade! Tu és um ser mais evoluído ao que mora na roça, só de ter nascido! Promoveram-te a “the Best” antes mesmo de você desenvolver suas ideias, índole, criatividade, antes mesmo de você falar “mamãe”! Oh que bacana sô! Pensando bem, não é interessante eu escrever “sô”, vai que vocês, leitores, me confundem com um roceiro? Ficaria péssima a minha imagem em relação aos “cults”. Outro dia vi um rapaz, morador de uma cidade com pouco mais de 100 mil habitantes, tentando desmoralizar o coleguinha, que mora em um município com quase 30 mil pessoas, porque uma banda famosa do cenário brasileiro iria a sua cidade, mas na “roça” dificilmente apareceria. Ah vah!

 Não é querendo desmoralizar vocês moças e rapazes da cidade, mas os roceiros é que em maioria são melhores que vocês! Os roceiros tratam bem a natureza, dão mais valor a família, trabalham com o que gostam e são felizes, não importando se a labuta é debaixo de sol, chuva ou dentro do escritório. Sim! Amiguinhos! Roceiros costumam ganhar dinheiro que lhes proporcionam ar-condicionado, caminhonetes, viagens, e tudo o que você, ser evoluído da cidade, tem fascínio e muita ambição em conseguir. Parte da minha família é de roceiro e eu tenho muito orgulho disso! Significado de roceiro: adj. Bras. Diz-se do animal que penetra nas roças e as devasta. S.m. Indivíduo que roça. Bras. Homem que planta roçados; pequeno lavrador. Bras. Indivíduo que mora na roça ou tem seus hábitos; caipira, matuto.


Significado de roceiro: adj. Bras. Diz-se do animal que penetra nas roças e as devasta.
S.m. Indivíduo que roça.
Bras. Homem que planta roçados; pequeno lavrador.
Bras. Indivíduo que mora na roça ou tem seus hábitos; caipira, matuto. #EsperavaMaisDeVocês

terça-feira, 8 de maio de 2012

Cinco anos


Ela nunca foi a mais linda da escola, desconfio até que nem estava entre as dez mais. O cabelo dela não era lisinho, era um cacheado loirinho. Os seus olhos não eram verdes ou azuis, tão pouco "folha seca", eram negros. O seu corpo não era o mais sarado, embora tivesse curvas esplendorosas. Não era branquinha, nem negrinha, estava no meio termo. Ela estudava física, o que eu nunca consegui compreender. Tudo nela é que eu mais desejava, sem ao menos saber antes de conhecê-la!


Muitos me perguntam por que há cinco anos eu não consigo ter um relacionamento sério, dizem que eu preciso superar. Me alertam que ela não vai mais voltar, como se eu não soubesse. Sim! Sou aberto a conhecer novas mulheres, mas até hoje, ninguém é como ela. Por isso, ainda resisto aos compromissos, mesmo sabendo que a água do rio continua seu percurso. Nossa! Encaixávamos-nos tão bem que até nossas discussões eram evoluídas e hiper respeitosas. Nos conhecemos em um sábado a noite em uma casa de shows. Ambos, completamente bêbados. Ela bebia vodka e eu cerveja. Eu acompanhado de uma amigo e ela de uma colega, que por sinal, era belíssima, tão bonita que dei em cima dela. Mas, rapidamente já tinha desviado a conversa para a Heloísa. Parecia que nos conhecíamos há décadas, embora nem aos vinte anos de vida tivéssemos chegado. Ficamos horas conversando, sobre vários assuntos, até sobre como os fluídos dos dinossauros poderiam ter contribuído para o aquecimento global. Gostamos um do outro de cara, mas eu não me apaixonei rapidamente, assim como ela também não, pelo menos foi o que ela me disse tempos depois. Trocamos telefone, mas era fim de ano, e ela foi para o litoral e eu para o interior, ficamos sem nos falar por vinte dias. Após este período, a vi no centro da cidade, mas estava dentro do ônibus e não a chamei, mas resolvi ligar. Nos encontramos durante umas oito semanas até percebermos que já não poderíamos mais deixar de nos ver. Nos apaixonamos.

Era tudo tão diferente. Não havia aquele "sufoco" típico deste sentimento. Ao contrário do que se vê pelos casais por aí, estávamos juntos e ao mesmo tempo éramos livres. Eu saia pra beber com os amigos e ela fazia o mesmo. Ela confia em mim e eu mais ainda nela. Nossa relação era linda! Se brigávamos? Claro que sim! Ela era muito impulsiva e eu bastante centrado. Eu em demasia teimoso e ela insistindo pra eu rever meus conceitos. Estávamos três anos juntos, fazíamos planos de nos casar, ter filhos, já tínhamos planejado como seriam os nossos próximos anos, principalmente assim que terminássemos nossas graduações. Apesar de sentirmos tanto amor um pelo outro, eu nunca disse a ela "eu te amo" com intensidade. Daquela forma que dá vontade de gritar ao mundo. Um péssimo defeito que eu tinha. Não sei o que acontecia, ficava travado, e por mais que Heloísa nunca tenha duvidado disso, ela nunca escutou de mim uma declaração que merecesse.

Em uma quinta-feira, combinamos de nos encontrar no shopping pra comprar um presente ao seu sobrinho. Marcamos às 18h, mas como era de praxe, ela chegaria no mínimo meia-hora mais tarde, sempre atrasadíssima e colocando a culpa no trânsito, na chuva, maquiagem, e por aí vaí. Realmente neste dia caiu uma puta temporal. Logo, achei que ela chegaria mais de uma hora atrasada. Normal. Passaram-se duas horas e resolvi ligar, mas o celular estava desligado. Continuei insistindo por mais uma hora e meia, e nada! Fiquei puto, comprei o presente que julguei melhor e voltei pra casa. Ao chegar à minha rua, avistei minha mãe e meus irmãos no portão, todos com um semblante triste. Meu coração disparou na hora e pressenti que algo de ruim havia acontecido. Minha mãe me abraçou e disse que Heloísa havia pegado uma carona com uma amiga e sofrido um acidente. Rapidamente liguei o carro, pedi que eles me acompanhassem e questionei onde ela estava internada. Mas, ela tinha partido. O impacto da batida acabou fazendo com que ela se fosse repentinamente. Foi à pior dor que senti em toda minha vida. Desmoronei. E cinco anos depois, ainda me pego pensando em você Heloísa. Principalmente porque não te disse: Eu te amo!

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Domingo após as 22

O tempo estava chuvoso, o clima frio, quase ninguém pelas ruas. Mas o que me bastava era você! O seu lindo sorriso, que eu ainda me lembro ao fechar os olhos. Importava-me cada letra que sai da sua boca, e o tanto que elas diziam sobre você. Até o seu silêncio me caia bem. O seu cabelo hora de um jeito, outrora de outro, lhe deixava ainda mais radiante, tanto que, nem parecia noite, você brilhava e iluminava tudo ao seu redor, principalmente pra mim. Maravilha era ficar olhando pro seu rosto, admirando-a, enquanto você ria da minha cara de bobo. Penso que você não sabe o quanto é belíssima! O tempo passava e eu nem me dava conta. Chegou o momento de você partir. Senti-me angustiado. Não queria ir pra casa e ficar sem você aquela noite. Queria amanhecer te acariciando, sentido o seu calor! Queria saber mais de suas angústias, felicidades, receios, medo, desafios, queria mais, muito mais! Também desejava explicar mais a ti! Que a liberdade é essencial na juventude, mas que ela não se define apenas por estar solitário, mas pelo sentir! E que em certos momentos é necessário livrar-se das amarras e conceitos adquiridos e abrir portas que pareciam lacradas e explorar o desconhecido, mesmo que lhe pareça, à primeira vista hostil. Jogar no lixo aquilo que não tem mais valor, aquele tênis velho, os velhos receios, os preconceitos e a opinião alheia. Mas você se foi! Algo quente escorreu pelos meus olhos. E mesmo parecendo que não nos conhecemos nem um pouco, até nos ingnorando, sei que é você! E quero te mostrar isso. Não tenha medo! Ainda lembro-me do seu último abraço!!!